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Pedro Braiti
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Pesquisa quantitativa

Cinco hipóteses de mercado, testadas até o fim

Cinco técnicas de mercado que todo mundo repete, submetidas a teste rigoroso até sobrar uma resposta em que dá para confiar.

Medido

−0,6%/ano

o que o beta pagou de fato, onde o CAPM diz que ele deveria pagar prêmio — t = −0,16, indistinguível de zero

Condição
regressão de Fama-MacBeth em carteiras ordenadas por beta · janelas do paper original (1927–2003 e 1963–2003) mais extensão fora da amostra de 2004 até hoje · dados da biblioteca do Kenneth French
Papel
Autor
Contexto
Cinco repositórios de pesquisa quantitativa em finanças, públicos
Período
2026
Situação
Público

São cinco estudos independentes, cada um com sua hipótese: a replicação empírica do Fama & French (2004) — o levantamento “The CAPM: Theory and Evidence”, não o modelo de três fatores de 1993 —, com teste GRS e a anomalia de Betting-Against-Beta; o Volume Profile submetido a falsificação em 17 a 33 anos de dados; um backtester de expectância com R-múltiplos e cálculo de risco de ruína; a arbitragem do ágio do GOLD11 na B3; e a regra de rebalanceamento por dólar constante. Todos públicos, todos com relatório em PDF.

A pergunta em cada um era a mesma: isso funciona? Não “como eu faço isso funcionar”, que é a pergunta que produz backtest bonito e prejuízo real. Por isso o protocolo é o mesmo nos cinco: validação walk-forward fora da amostra, resultado sempre depois de custos de transação, nenhum acesso a informação futura em nenhum ponto do cálculo, e testes adversariais — permutação e bootstrap — para separar o que é sinal do que é a forma do ruído naquele pedaço específico de história.

O ponto que faz esse conjunto valer é o que acontece quando a resposta é não. Uma técnica que não sobrevive aos custos é uma conclusão, e é exatamente a conclusão que o experimento foi montado para produzir com confiança. O trabalho não é fabricar um resultado positivo; é chegar a um veredito que continue verdadeiro fora do computador. Descobrir que uma regra popular não passa é mais barato agora, num repositório, do que depois, com dinheiro.

O que esses estudos entregam, então, não é uma estratégia. É o método e a conclusão — com os dados, o código e o relatório abertos, para quem quiser refazer o teste e discordar do resultado com evidência.